quarta-feira, 9 de outubro de 2013

ENDOMETRIOSE


Para entendermos o que é a endometriose temos que saber a anatomia do útero e as estruturas que o compõe. O útero é um órgão que tem um formato semelhante a uma pera, sendo constituído por uma espessa camada de musculatura lisa. A extremidade é superior é chamada do corpo é chamado de fundo, a sua cavidade interna do útero é revestida por uma mucosa, o endométrio, que sofre alterações mensais do ciclo menstrual e onde o óvulo fertilizado se implanta. Quando não ocorre a fecundação, o endométrio descama e é eliminado através da menstruação.

Mas afinal, o que é Endometriose?
É uma doença que acomete as mulheres em idade produtiva, caracterizada na presença do endométrio em locais fora do útero. A doença ocasiona dificuldade de engravidar, em alguns casos causando infertilidade.

Onde se Localiza?
Os locais mais comuns da endometriose são: Fundo do Saco de Douglas (atrás do útero), trompas, bexiga, superfície do reto, septo-vaginal (tecido entre a vagina e reto), ovários, ligamentos do útero e parede da pélvis.

Quais são as causas?
Apesar de diversas teorias sobre a doença, há evidencias que surgem por fatores genéticos. Outras relatam está relacionada com o sistema de defesa, ou seja, com o sistema imunológico. Dessa forma a endometriose ocorre em 10% a 15% das mulheres em idade reprodutiva e que apresentam menstruação retrógrada*, aquela que permite a implantação de células do endométrio na cavidade peritonea.

Quais os principais sintomas?
O principal sintoma é a dor, a grande maioria das mulheres apresenta dismenorreia, ou seja, cólica menstrual, sendo o primeiro e o mais importante sintoma. Dores durante a relação sexual, sintomas intestinais durante a menstruação (dores ao evacuar, diarreia e sangue nas fezes), dores ao urinar no período da menstruação, dores entre as menstruações e a infertilidade. Entretanto, algumas mulheres não apresentam nenhum sintoma. É importante ressaltar que a endometriose não é sinônima de infertilidade, mesmo estando associada, pois algumas mulheres com endometriose engravidam normalmente.

Como diagnosticar?
Todos esses sintomas podem confundir as mulheres, consequentemente uma parcela significativa da população feminina pode demorar a diagnosticar a doença. O diagnostico de suspeita é realizado através da história clínica, ultra-som endovaginal na época da menstruação, exame ginecológico e alguns exames laboratoriais. Porém, a certeza só pode ser dada diante do exame anatomopatológico da lesão ou biópsia. Que pode ser feito através da cirurgia, laparotomia e laparoscopia*.

Tratamento
Atualmente não existe cura para a endometriose. No entanto a dor e os sintomas dessa doença podem ser diminuídos. O estilo de vida saudável implica diretamente para a diminuição dos sintomas, com isso, é importante realizar alguma atividade física para que a doença seja administrada corretamente. É preciso que seja um exercício regrado para que o mesmo possa se tornar eficaz. Caminhar, correr, nadar, andar de bicicleta ajuda a diminuir o limiar estrogênico e a melhorar a imunidade. Com relação à alimentação, não existe evidências sufi­cientes que se possam tirar conclusões adequadas quanto à utilização de dietas como fatores preventivos ou até mesmo adjuvantes no tratamento da endometriose. O ideal é que se tenha uma dieta equilibrada, sem excessos e sem frituras. Essa postura ainda é a melhor forma de ajudar no tratamento.

*Laparoscopia: é um procedimento de exame e manipulação d cavidade abdominal através de instrumentos de ótica ou vídeo bem como de instrumentos cirúrgicos delicados que são introduzidos através de pequenos orifícios no abdômen.

*Menstruação retrógrada: Quando o fluxo sanguíneo volta pelas tubas uterinas, sendo derramado nos ovários, peritônio ou no intestino.

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Câncer do Colo do útero: PREVINA-SE


CÂNCER DO COLO DO ÚTERO
           
Convidamos todas as mulheres para ler e seguir os cuidados e recomendações de especialistas que falam a respeito dessa neoplasia. Segundo o INCA esse tipo de câncer é o mais frequente na população feminina, sendo sua faixa etária de 35 anos à 64 anos, o pico em mulheres entre 54 anos. Mas afinal como esse câncer desencadeia? O tumor se desenvolve a partir das alterações no colo do útero, que se localiza no fundo da vagina. Essas lesões inicias são chamadas de lesões precursoras e são curáveis na maioria das vezes. Caso não sejam tratadas podem após anos se transformar em câncer. Uma das perguntas mais frequentes é: Quais são os sintomas das lesões precursoras? Quando se tem lesão precursora não se sente nada. Apenas o exame preventivo descobre essas alterações. Isso chama-se fase assintomática, ou seja, quando não apresenta nenhum sintoma. Porém, algumas mulheres apresentam a fase sintomática, que é caracterizada por pequenos sangramentos fora do período menstrual, dor durante a relação sexual, aumento da secreção vaginal, entre outros sintomas. A maior causa que leva o desenvolvimento o CA de colo uterino é a infecção persistente pelo papilomavírus humano, o HPV. O vírus HPV é vírus capaz de infectar a pele ou as mucosas e possui mais de 100 tipos, pelo menos 13 podem contribuir para o CA de colo uterino. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), aproximadamente 291 milhões de mulheres no mundo são portadoras do HPV, sendo que 32% estão infectadas pelos tipos 16, 18 ou ambos. Além do vírus existem outros fatores de risco que podem levar a essa neoplasia, dentre eles está o fumo, infecção por clamídia, história familiar, múltiplos parceiros sexuais, gravidez precoce, alimentação pobre em alguns micronutrientes, principalmente vitamina C, betacaroteno e folato. Vale ressaltar novamente que não é pelo fato de você se encaixar em um dos fatores de risco que obrigatoriamente você terá o CA de colo uterino. Mas, é sempre bom se informar para cuidar melhor da saúde. A melhor forma de prevenção é a realização do exame preventivo. Pois é possível detectar alterações precocemente para serem tratadas. E quem deve fazer o exame preventivo? Segundo o Ministério da Saúde mulheres entre 25 e 64 anos que têm ou já tiveram relação sexual. Tão importante quanto realizar o exame é saber do resultado.
A relação entre os fatores nutricionais e o desenvolvimento de neoplasia do colo do útero é complexa, em razão dos múltiplos fatores etiológicos e inúmeros fatores de riscos envolvidos na gênese e no desenvolvimento desse tumor. As vitaminas antioxidantes têm importante papel na prevenção do câncer do colo uterino. Evidências mostram que a vitamina A inibe a promoção tumoral através da capacidade dos carotenoides em inibir a oxidação de compostos pelos     peróxidos, sendo também moduladores potentes da diferenciação celular, o que confere proteção para inibir o crescimento de células malignas no colo do útero e consequente desenvolvimento do HPV. As vitaminas C e E garantem um efeito protetor, devido ao fato de serem antioxidantes e de terem funções essenciais como a de evitar a formação de carcinógenos a partir de compostos precursores, conferindo manutenção da integridade e regeneração da epiderme, além de aumentar a imunidade.
Estudos sugerem que concentrações séricas maiores de carotenoides, vitamina C e tocoferóis e o consumo de alimentos ricos nesses nutrientes, principalmente em carotenoides podem reduzir pela metade o risco de lesões displásicas evoluírem para o câncer do colo do útero.

Sendo assim, estimular a alimentação saudável com incentivo ao consumo de verduras, fibras, legumes e frutas, deve ser considerada uma medida de prevenção e controle dessa doença. Então, vamos nos prevenir, realizando o exame preventivo e adquirir hábitos de vida saudáveis!!! ;)

Fontes Utilizadas:
http://www2.inca.gov.br/wps/wcm/connect/tiposdecancer/site/home/colo_utero

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

CÂNCER DE MAMA: A informação e a prevenção são as melhores forma de combater esse mal!!



CÂNCER DE MAMA: A mulher brasileira é uma heroína, pelo fato de cuidar da casa, dos filhos, do marido, por estudarem, trabalharem... Vira-se em mil e ainda acham tempo para cuidar de si. Possuem uma vaidade imensa, seja em torno do seu corpo, alma ou ego, cuidam dos cabelos, unhas, adoram maquiagem, roupas da moda enfim... Cuidam de si! Mulherada, vamos usar esses cuidados com a vaidade na saúde? Da mesma forma que cuidam dos cabelos, unhas, a mama também merece esse cuidado! 
Mas afinal, porque a mama é tão importante? Segundo o Dr. Dráuzio Varella “Mamas são glândulas cuja principal função é a produção do leite, que se formam nos lóbulos e é conduzido até os mamilos por pequenos canais chamados ductos”, o médico também enfatiza que o aleitamento materno é uma forma de prevenção ao câncer de mama. De acordo com o INCA (Instituto Nacional de Câncer) o câncer de mama é o mais incidente na população feminina mundial e brasileira. No Brasil apesar da diminuição das taxas de mortalidade ainda são consideradas altas, provavelmente porque a doença é diagnosticada em estágios avançados. Mas afinal, o que é o Câncer? Segundo a 2ª edição da revista ABC do câncer: Abordagens básicas para o controle do câncer. / Instituto Nacional de câncer José Alencar Gomes da Silva, ano 2012. O câncer é o nome geral dado a um conjunto de mais de 100 doenças, que têm em comum o crescimento desordenado de células, que tendem a invadir tecidos e órgãos vizinhos. Dessa forma o Câncer de Mama é causado por essa multiplicação anormal das células da mama, que forma o tumor maligno. Existe alguns fatores de risco relacionado ao câncer de mama, ou seja, algumas pessoas tem predisposição seja genética ou de hábitos de vida para adquirir a doença, vale ressaltar que não é pelo fato de você se encaixar em um dos fatores de risco que você terá o câncer de mama, mas é uma forma de se cuidar melhor. O caderno de atenção básica de saúde da mulher do Ministério da Saúde traz como fatores de risco para CA de mama, histórico pessoal ou Familiar de câncer de mama, história de nódulos benignos na mama, menarca precoce (primeira menstruação antes dos 10 anos), nuliparidade (mulheres que nunca tiveram filhos), gravidez após os 30 anos, menopausa tardia, obesidade, ingestão de álcool, reposição hormonal entre outros fatores. Diante de tudo que foi explicado, vamos as principais formas de prevenções. 

Na década de 50 o auto exame das mamas era visto como uma das mais importantes estratégias para prevenção, hoje ainda é importante, porém, além do auto exame, a mulher precisa estar atenta a alguns possíveis sinais do câncer de mama, como: vermelhidão ou ardor nos seios, secreções desconhecidas entre outros sinais que será mostrando no post com os 12 sinais do câncer de mama. O auto exame pode ser realizado mensalmente cinco dias antes ou cinco dias depois da menstruação. Outra forma de prevenção é o exame clinico que é realizado por um profissional da saúde, e ainda temos a mamografia que é a principal forma de prevenção, pois permite descobrir o CA em fase inicial. 

A alimentação tem sido associada com o processo de desenvolvimento de alguns tipos de câncer, principalmente os de mama. Alguns tipos de alimentos se consumidos regularmente durante longos períodos de tempo, podem transformar células saudáveis em células cancerosas. Existem os alimentos que protegem o organismo e outros que aumentam o risco do surgimento da doença. Baseado nisto, o ideal é optar pelo consumo de carnes brancas, como peixe e frango e evitar o consumo de carnes processadas como frios, embutidos (salsichas, linguiça), carnes defumadas, carnes com gordura aparente e frituras. Por isso, é de suma importância adotar hábitos de vida saudáveis para evitar o aparecimento desta doença incluindo frutas, vegetais (verduras e legumes variados), grãos integrais e outras plantas nas refeições. Pois, os mesmos além de conter nutrientes tais como fibras, vitaminas e minerais, vão atuar na prevenção e controle, minimizando o impacto do acometimento por essa doença, em decorrência de muitos compostos fitoquímicos que são excelentes agentes quimiopreventivos, frequentemente encontrados nesses alimentos e, com isso, irão auxiliar nas defesas naturais do organismo.




quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Lançamento da Mais Saúde


É com imenso prazer que a Mais Saúde abre essa página para deixar toda a população informada sobre tudo que diz respeito à saúde e bem-estar. A equipe é formada pela Enfermeira e Acadêmica do Curso de Educação Física Lorena Ribeiro, a Nutricionista Luiza Duarte e a Fisioterapeuta Riana Rolim. O projeto deu início ainda na faculdade, enquanto acadêmicas sempre conversávamos sobre projetos, intervenções, ações entre outros fatores que possibilitasse o benefício a nossa população, por questão de tempo e contra tempos da faculdade esse projeto não iniciou antes, porém hoje formadas e com um pensamento bem mais profissional, abrimos esse espaço que tem como objetivo maior atender dúvidas e informar a todos sobre questões da saúde do cotidiano, nossas matérias e dicas será direcionada para todo o público desde crianças a idosos. Nesta segunda-feira 07 de outubro daremos início às matérias, que abordará as três áreas das profissionais. O mês de outubro será destinado à saúde da mulher em prol do outubro rosa. De segunda a quinta haverá matérias com suas respectivas temáticas. As sextas-feiras serão destinadas para mitos e verdades sobre determinada temática e, nos finais de semana tem a dica do dia. :) 
Além desse turbilhão de informações a Mais Saúde fará campanhas e ações beneficentes, palestra em escolas, empresas, supermercado e ações educativas em locais públicos para que toda a população possa participar. Esperamos que nos acompanhem através da página, e aceitamos todas as vibrações positivas, desde já agradecemos a todos. 

“A maior riqueza é a saúde” (Ralph Waldo Emerson)



Luiza Duarte – Nutricionista CRN – 11839
Lorena Ribeiro – Enfermeira COREN – 383701
Riana Rolim – Fisioterapeuta